União de Freguesias de Castrelos e Carrazedo

Deveras notável será o presumível povoamento proto-histórico local, sendo arrolados nada menos que quatro povoados castrejos no aro desta freguesia: Terronha (Alimonde), Medorrão, Castro de Carrazedo e Castro da Serra (Abade de Baçal, Neto e Silva). O conhecimento de pelo menos três
destas estações castrejas nada terá de recente, pois já por meados do século XVIII se lhe refere as “Memórias Paroquiais”.

No Castro da Serra (que o Enciclopedista, por lapso, refere por “da Seara”) detetar-se-iam já então “pedaços de telhões de barro vermelho, da grossura de dois dedos” (clara alusão a fragmentos de “tegulae”, os quais comprovarão níveis de ocupação em domínio romano).

Grande expressão tomará, por outro lado e no que concerne às origens paroquiais de Carrazedo, o actual lugar de Alimonde. Ali se sediou uma extinta paróquia de S. Mamede de Arimundi (“Sancti Mameti de Arimundi”) já documentada nas “inquirições de 1258, ao tempo de D. Afonso III. O
actual topónimo Alimonde parece derivar assim da forma genitiva de um antropónimo “Arimundus”, de suposta origem germânica e raiz alti-medieval (ou da época suevo-visigótica ou já da reconquista cristã).

Embora seja provável que já pela mesma altura (i.e., meados do século XIII) existisse em Carrazedo um templo invocado à Santa Cecília (do qual derivaria posteriormente a paróquia titular), a verdade è que S. Mamede de Alimonde terá possuído outrora algum ascendente (titulo abacial) sobre a mesma, até data incerta, em que se inverteria a situação.
Subsiste ainda, para além da Igreja Matriz de Carrazedo, a Igreja de Alimonde e as Capelas de Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora do Rosário (públicas ambas).

Do património edificado local, este de índole civil e interesse etnográfico, constarão ainda diversos moinhos de água, várias fontes de mergulho protegidas por estrutura pétrea em arco (vulgo “romanas”) e uma ponte, também de alvenaria e em arco, possivelmente.